Chocolate dá, ou não, espinha?

Mães e avós adoram falar “não come muito chocolate que dá espinha” – e falam tanto, aliás, que a relação já se tornou verdade absoluta no inconsciente coletivo. Mas será que é tão simples assim? A dermatologista Christiane Gonzaga explica que o chocolate em si não é inimigo de uma pele bonita: “pelo contrário, ele se encontra em primeiro lugar no ranking de qualidade de antioxidantes (ORAC), devido a sua riqueza em alguns minerais essenciais (como potássio, magnésio e cobre) e polifenóis”, afirma, “o que lhe garante muitos benefícios para a pele e para a saúde, como a prevenção do envelhecimento precoce e de doenças cardiovasculares”.

O que acontece, segundo a especialista e vários estudos, é que alimentos que apresentam alto índice glicêmico podem provocar a piora da acne, assim como o leite. “As barras de chocolate, bombons e ovos de Páscoa, especialmente as que apresentam alto teor lácteo, têm grande quantidade de carboidratos (açúcares refinados), portanto, possuem elevado índice glicêmico”, conta Christiane, “dessa forma, apesar dos estudos não indicarem a relação do cacau com o surgimento das espinhas, no dia a dia clínico percebemos que há uma certa piora sim, não pelo cacau em si, mas pelos outros compostos que estão aliados a ele na composição do chocolate, como leite, açúcar, aditivos e gordura hidrogenada”.
Para quem quer aproveitar ao máximo os bons efeitos – e o sabor! – do chocolate, Christiane elencou os diferentes tipos da guloseima e relacionou seus ingredientes e o reflexo no organismo. Escolha o seu:

Chocolate amargo: “O chocolate amargo apresenta acima de 70% de cacau em sua composição. Ele é feito com as próprias sementes do cacau, sem adição de leite. Por isso, consegue concentrar de forma muito mais expressiva as suas propriedades antioxidantes. Sem dúvidas, é a melhor opção! Inclusive, estudos comprovam que o seu consumo regular (até 40g por dia) faz bem não só para a pele, mas também para a saúde”.

Chocolate meio amargo: “Apresenta entre 40 e 70% de cacau e também não contém leite em sua composição. Seu sabor é mais suave que o amargo, por isso é uma boa opção para quem não aprecia o gosto forte do outro. É mais fácil de ser encontrado.”

Chocolate ao leite: “É o mais comum e não está entre os mais benéficos para a saúde. Geralmente não chega nem a 40% de cacau. Apresenta muito leite, açúcar, aditivos e gordura hidrogenada em sua composição. Por ser o mais doce, é o que as pessoas costumam consumir mais. Fique atento às embalagens! Para ser considerado chocolate, o produto precisa ter pelo menos 25% de cacau”.

Chocolate branco: “Não deveria nem ser chamado de chocolate. Ele não é feito da semente, mas da manteiga de cacau, ou seja, totalmente à base de gordura hidrogenada e açúcar. Ele não possui cacau nem substâncias antioxidantes, e pode ter mais de 50% de açúcar em sua composição! Por isso, procure sempre fugir desse tipo de ‘chocolate’. Ele não traz nenhum benefício para a sua saúde e muito menos para a sua pele”.

Chocolate diet: “É recomendado especialmente para as pessoas que têm diabetes. Mas, mesmo assim, é preciso cuidado. Ele não contém açúcar, mas a parte química do adoçante, além de uma quantidade maior de gordura em sua composição. Por isso, não é a escolha mais saudável para todo mundo e deve ser consumido com bastante moderação”.

 

 

 

 

 

 

Fonte: Vogue

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